VILA REAL  1973

 

 

Por  Manuel Taboada

 

O 20º Circuito Internacional de Vila Real decorreu entre os dias 30 de Junho e 1 de Julho, e comportou três provas, uma para o agrupamento de turismo de série ( grupo 1), turismo especial ( grupo 2) e grande turismo e desporto (grupos 3,4 e 5.)

 

      Capa do programa oficial  (colecção Manuel Taboada)

 

       Planta do Circuito   (o Volante)

 

 

PARTICIPANTES

 

Na principal categoria, a dedicada aos Grande Turismo e Desporto, estavam inscritos um total de 37 pilotos, destes um total de 27 participaria na corrida.

A maior parte deles estava inscrita no grupo 5- Protótipos de Desporto, na categoria 2 litros, muitos deles disputavam então o Campeonato Europeu de Sport 2 Litros. O grupo 4 – GT Especial, estava representado por dois Porsche, o 911S 2.4 de Miguel Correia, e o Carrera RS do americano John Rulon-Miller. O grupo 3 – GT de Série, era constituído por Lotus Europa Twin Cam conduzidos por pilotos portugueses.

Entre os mais importantes e candidatos à vitória contam-se os Lola T292 do célebre Team BIP, para Carlos Gaspar e Carlos Santos, na primeira participação em solo nacional da equipa, e cujos carros tinham a assistência da Ecurie Bonnier e eram equipados pelos motores Cosworth FVC de 1980 cm3.

A Red Rose Racing surgiu nesta prova separada da Escuderia Montjuich Tergal, cuja anterior ligação foi terminada neste ano de 1973, com dois Chevron B23 para Peter Gethin, que havia sido o vencedor do Grande Prémio de Itália de Fórmula 1 em 1971, e que se manteria durante muitos anos como o grande prémio disputado à média mais rápida de sempre, 242,215Km/h e a menor diferença entre o vencedor e o segundo classificado, 0,01s,  e para John Bridges.

A equipa espanhola surgiu com um Chevron B21 evoluído para um B23 para o habitual José Maria Juncadella e outro B23 para Jorge de Bragation, estas duas equipas estavam equipadas com o motor FVC.

Mário Araújo Cabral participava  incluído na equipa de Vic Elford ao volante dos March 73S equipados com motores BMW idênticos aos utilizados na Fórmula 2.

Roger Heavens e Martin Raymond usaram dois Chevron B23, José Maria Uriarte utilizou um B21/23.

Outra equipa importante era a Ecurie Gallia Gitanes, que era uma nova designação para a conhecida Ecurie Filipinetti, que fazia correr o piloto francês Jean-Louis Lafosse ao volante de um Lola T292 com um motor Chevy-Cosworth, e que na altura efectuou uma verdadeira campanha de Marketing em Vila Real, ao distribuir pelos espectadores, autocolantes e cartazes, numa iniciativa rara nesses tempos, pelo menos no circuito Transmontano.

Outra interessante equipa aqui representada era a GRD (Group Racing Developments), formada por um grupo de técnicos que entretanto haviam saído da Lotus, estes carros seriam utilizados por pilotos portugueses, tal como Ernesto Neves e «Lumaro» que pilotavam o modelo S73 equipado com o motor BDA de 1997 cm3. Outro destes modelos, mas com o motor  Ford Cosworth BDG,  representava oficialmente a marca, através da equipa DART Racing with GRD, confiado ao australiano David Walker, piloto que tinha sido companheiro de equipa de Emerson Fittipaldi na equipa Lotus de Fórmula 1 no ano anterior.

A equipa KGV inscreveu um Chevron B23 para Ian Grob.

 

Entre alguns dos pilotos inscritos que faltaram à chamada, podemos referir os nomes de Bob Wolleck (Chevron B23), Carlo Facetti (Chevron B21) e Christian Melville (Abrath Osella).

 

 

     Lista de inscritos   (colecção Manuel Taboada)

 

      Horários   (colecção Manuel Taboada)

 

      Bilhete para a bancada   (colecção Manuel Taboada)

 

       Bilhete para peão   (colecção Manuel Taboada)

 

 

TREINOS

 

 Os treinos foram marcados por alguns incidentes, um deles foi protagonizado por Carlos Santos, que apôs desentendimento com outro piloto, destruiu o seu Lola de encontro aos rails de protecção. Jean-Louis Lafosse partiu o motor, e «Lumaro» viu o seu GRD ter um principio de  incêndio. Mário Araújo Cabral também não escapou a esta série de incidentes tendo sofrido uma avaria, obrigando os mecânicos da equipa a trabalharem durante a noite para ter o seu carro a postos para Domingo. Quanto a tempos, David Walker revelou-se o piloto mais rápido, seguido por Carlos Gaspar e de Peter Gethin. Ernesto Neves conseguiu o 5º tempo tendo «Lumaro» no outro GRD não ido além do 15º lugar da geral.

Carlos Gaspar sentiu no decorrer dos treinos grandes vibrações, tendo-se verificado que provinham do facto dos apoios da cambota estarem gripados, vendo assim o motor do seu Lola ser substituído por outro de reserva com 1930 cm3.

 

 

       O australiano David Walker veio a Vila Real com um muito competitivo GRD S73 em representação da própria marca britânica e equipado com um novo motor Ford BDG, preparado por Geoff Richardson.    (foto: Alexandre Pinto, via Rui Sanhudo)

 

 

       Detalhe do GRD S73 "oficial" que comandou a prova durante bastante tempo. O piloto, David Walker, tinha corrido anteriormente na equipa Lotus de Fórmula 1 e fez uma brilhante demonstração em Vila Real.  (foto: Alexandre Pinto, via Rui Sanhudo)

 

      John Blanckley com o Scorpion FVA JB4, seguido por José Maria Uriarte, ao volante do Chevron B21 FVC    (foto: Alexandre Pinto, via Rui Sanhudo)

 

      José Maria Juncadella com o Chevron B21/23 da  Escuderia Montjuich-Tergal     (foto: Alexandre Pinto, via Rui Sanhudo)

 

     Foto inédita do novo GRD S73 BDA de Lumaro, ainda com a decoração original integralmente em amarelo. Na corrida o carro apenas completaria uma volta antes de desistir.    (foto: Alexandre Pinto, via Rui Sanhudo)

 

       Imagem dos treinos, onde se vê o Lola T-292 FVC de Carlos Santos. Pouco depois, este carro sofreu uma violente saída na Curva da Salsicharia, danificando o chassis ao ponto de tornar praticamente inviável a sua recuperação. Como tal, Santos viu-se arredado da corrida.   (foto: Alexandre Pinto, via Rui Sanhudo)

 

 

      A caminho das férias? Imagem anterior à prova, com o Lola T-292 FVC de Carlos Gaspar, conduzido por um dos mecânicos da equipa e com duas malas encaixadas no espaço do segundo lugar.  (foto: Alexandre Pinto, via Rui Sanhudo)

 

 

 

 

 CORRIDA

 

A corrida, que teria honras de transmissão directa na RTP e que, segundo fontes da organização, teria também uma assistência recorde,  teve uma partida algo atribulada, com os carros de Lafosse e Ian Grob a não arrancarem, provocando alguma confusão e obrigando os outros pilotos a manobras de recurso com os atrasos consequentes. Lafosse recolheu imediatamente ás boxes, e Grob partiu mas acabou por ser desclassificado.

David Walker tomou logo a dianteira, enquanto Carlos Gaspar se atrasava, sendo relegado para um inesperado 10º lugar. Peter Gethin seguia então na 2ª posição e Gaspar, por sua vez, encetava uma entusiasmante recuperação, tendo à sexta volta conseguido já o sexto lugar da geral e à 16ª conseguia ser 3º,  lançado então um ataque vigoroso a Gethin, conseguindo-o ultrapassar na 25ª volta. O público vibrava com a prestação do piloto português, mas o avanço do 1º classificado, David Walker, era substancial, tendo este piloto imposto um ritmo diabólico, batendo à 12ª volta o seu tempo de qualificação. Só que alguns problemas ao nível da alimentação, obrigaram-no a baixar o ritmo, sendo ultrapassado por Gaspar em Mateus à 28ª volta, levando a assistência ao rubro, incitando a cada volta o piloto do Lola do team BIP. Entretanto, Ernesto Neves, encostara ás boxes com falta de pressão de óleo, e “Lumaro” partia a caixa de velocidades, revelando alguma falta de fiabilidade para os GRD. David Walker, já quase no fim da prova, ao sair da curva da salsicharia, tocou no passeio,  que lhe provocou um furo, tendo cortado a meta com o pneu vazio, em 5º lugar.

Carlos Gaspar seria assim o 1º classificado, seguido por Peter Gethin, Jorge de Bragation, John Bridges, David Walker e Mário de Araújo Cabral. Todas as provas disputadas neste fim de semana teriam um vencedor nacional, no Grupo 1 seria Pêquêpê ao volante de um Chevrolet Camaro e no grupo 2 seria Domingos de Sá Nogueira com o Alfa Romeo1300 GTA.

Para terminar em beleza Carlos Gaspar fixou o recorde da volta mais rápida em 2:19,12 à média de 178,173 Km/h, até hoje.

A reportagem da revista “ O Século Ilustrado” terminava assim a reportagem desta corrida: “ O triunfo de Carlos Gaspar foi o de um volante audacioso e consciencioso, absolutamente conhecedor das suas possibilidades e excelentemente apoiado por uma organização da qual muitos dos nossos “team-manager” e mecânicos deviam seguir o exemplo”.

E foi assim, em glória, que o Circuito Internacional de Vila Real se despedia de todos os entusiastas que ao longo de muitos anos se habituaram a emprestar à prova transmontana um ambiente de festa único.

 

 

  Classificação final:

 

 1º Carlos Gaspar                Lola T292 FVC

 2º Peter Gethin                  Chevron B23 FVC

 3º Jorge de Bragation        Chevron B23 FVC

 4º John Bridges                 Chevron B23 FVC

 5º David Walker                 GRD S73 BDG

 6º Mário Araujo Cabral      March 73S BMW

 7º José Maria Juncadella  Chevron B21/23 FVC

 8º José Maria Uriarte         Chevron B21/23 FVC

 9º Andrew Fletcher            Chevron B21 FVC

10º Miguel Lacerda             Porsche Aurora 906

11º Tony Birchenough         Lola T290 FVC

12º John Blanckley             Scorpion JB4 FVA

13º "Vasfer"                        Lotus Europa TC

14º Miguel Correia              Porsche 911 S

15º Artur Passanha             Lotus Europa TC

 

 

 

     Perfil do Lola T-292 (chassis #HU52) de Carlos Gaspar, vencedor da corrida de Grande Turismo e Desporto de 1973.  Desenho de Ricardo Santos  www.brand-advise.com

 

  Entrevista a Carlos Gaspar

 

 

      O Chevron B-23 Ford FVC 1800 de Roger Heavens e o Scorpion JB4 Ford FVA de John Blankley, na antiga Garagem Loureiro, situada junto ao circuito e tradicional abrigo de muitos dos protótipos que demandavam por esta região. Sinal dos tempos, a garagem é hoje em dia uma loja de electrodomésticos de uma cadeia espanhola.  (foto: José Guedes, Legenda:MT/RG)

 

     O GRD S-73 de Dave Walker,  no parque fechado   (Foto: Século Ilustrador, col. Manuel Taboada)

 

     Ainda no sábado, abrigado do sol, na Avenida Almeida Lucena, o Porsche Aurora de Miguel Lacerda (inscrito como Porsche Carrera 6) seguido por um dos seis Lotus Europa TC que correram nesse ano, aguarda autorização para iniciar os treinos.  Este carro tem uma história curiosa pois trata-se do antigo Porsche Carrera 6 de Carlos Santos (ver Aurora Porsche) que veio para Portugal em 1969 e que em 1972, foi modificado de nariz e de cauda, na Garagem Aurora, conservando apenas a secção central da Carrosserie. Em relação à prova de Vila Real do ano transacto, o Porsche mudou de cor e aparentemente recuperou a antiga traseira de 906, tendo conseguido um honroso 10º lugar da classificação geral.    (foto Manuel Dinis, texto Manuel Dinis/Carlos Guerra/RG)   

 

    Ernesto Neves ao volante do GRD S-73 (# 072) com as cores do Cartão Sottomayor, pouco antes da sua desistência. Este GRD foi recentemente reconstruído por um coleccionador português, precisamente com o mesmo esquema cromático que apresentava em 1973    (Foto: José Guedes)

 

      Ernesto Neves com o GRD S-73 Ford    (foto: Alexandre Pinto)

 

    O Lola T-292 Ford FVC (# HU 52) de Carlos Gaspar, a caminho do que provavelmente terá sido a mais bela vitória da carreira do piloto nortenho.    (Foto: José Guedes)

 

     O interessante Porsche Aurora 2000 de Robert Giannone.  Este protótipo de linhas modernas e assumidamente inspirado nas formas de um Chevron B-21, foi construído pelo Mestre Eduardo Santos na Garagem Aurora do Porto, a partir do chassis de um antiquado Porsche 906, mais exactamente, aquele com que "Janita" Andrade Villar se acidentou mortalmente no circuito da Palanca Negra, em 1969.   (Foto: José Guedes)

 

      Vila Real asinalou a estreia do Porsche Aurora 2000, propriedade de Carlos Santos e do Mestre Eduardo. Este protótipo artesanal foi alugado a Robert Giannone,  piloto nascido na Bélgica, com apelido italiano, naturalizado francês e com licença desportiva portuguesa.    (foto: Alexandre Pinto)

 

     Vic Elford com o March 73S BMW à frente do Scorpion JB4 de John Blankley    (Foto: José Guedes)

 

      O Chevron B-23 de Peter Gethin, na curva da Salsicharia. O piloto britânico seria o 2º classificado, depois de uma intensa luta com Carlos Gaspar   (Foto: Motor, col. Manuel Taboada)

 

      Imagem da referida luta entre o Chevron de Peter Gethin e o Lola de Carlos Gaspar  (fotograma de um filme de 8mm , colecção Manuel Taboada)

 

      Um dos Chevrons da Ember Racing. O carro da imagem será possivelmente o B-23 FVC de Tony Goodwin, um dos desistentes da prova.   (foto: Alexandre Pinto)

 

      Nicha Cabral, com o March 73S BMW em animado despique com o Chevron B21/23 FVC de Jose Maria Juncadella. No final o piloto português ficaria com o 6º lugar da geral, e o Chevron da Escuderia Montjuich logo a seguir, a escassas décimas de segundo do carro do antigo piloto de Fórmula 1.   (foto: Alexandre Pinto)

 

       Vila Real representou outro triunfo para o Team BiP, desta feita com Carlos Gaspar ao volante do Lola T-292, com motor Ford FVC preparado por Henry Mader. Uma lista de inscritos de alto nível, uma corrida empolgante e uma vitória tirada a ferros caracterizaram em 1973 a prova rainha do circuito transmontano. Apesar de ter partido da primeira linha da grelha, Gaspar falhou uma passagem de caixa (passou de 1ª para 4ª) e terminou a primeira volta num modesto 9º lugar. Depois, reencontrando-se, foi recuperando lugar atrás de lugar, e se no final foi ajudado pelos problemas do GRD S-73 de Dave Walker, também soube resistir ao ataque do Chevron B-23 de Peter Ghetin. Foi a único triunfo português nas provas de Sport disputadas no "período internacional" entre 1966 e 1973. Além disso, imparável na sua fenomenal recuperação, Carlos Gaspar bateu para sempre o recorde da volta de Vila Real, à média de 177 Km/h.  (fotos: revista Motor e Século Ilustrado, col. Manuel Taboada)

        O GRD S73 Ford BDG "oficial" do piloto australiano Dave Walker, autor do melhor tempo dos treinos, para a corrida de Grande Turismo e Desporto disputada no grande circuito transmontano. Após o domínio inicial do GRD preto, um problema de alimentação fez com que o ex-piloto de F1 da Lotus fosse perdendo terreno até ser ultrapassado pelo Lola de Carlos Gaspar que venceria a prova. Nesta imagem, vê-se bem o efeito do toque no passeio que a roda sofreu.   (foto: revista Motor)

    Jorge de Bragation com o Chevron B-23 Ford FVC da Escuderia Montjuich-Tergal, na curva da Salsicharia, seguido pelo Porsche 911S 2.4 (com transformação de carroçaria tipo Carrera RS) de Miguel Correia. Mas este ano, o príncipe espanhol que tinha sido grande vencedor da prova de 1971, não conseguiria melhor do que o 3º lugar da geral, atrás de Carlos Gaspar e Peter Gethin.   (foto: revista Motor)

   Carlos Gaspar e o Lola T-292 FVC, antes da prova que consagraria a única equipa portuguesa a vencer uma prova de protótipos nesta fase internacional do circuito do Marão. Mais atrás, parado nas boxes (espaço actualmente invadido pela construção civil) está o Aurora Porsche número 31, de Miguel Lacerda que terminaria no 10º lugar da geral.  (foto Expresso, texto Carlos Guerra/RG)

 

      Lotus Europa TC (Twin Cam) de "Vasfer", um dos seis Lotus do Grupo 3 inscritos para a prova dos Grupos 3, 4 e 5. Esta versão do carro britânico possuia um motor Ford/Lotus com duas árvores de cames à cabeça, 130 CV às 6200 RPM e cerca de 700 Kg de peso.  "Vasfer" é irmão do "Lumaro" e no CNV de 1976 ainda utilizou este Lotus Europa , embora por essa altura já corresse com o nome de João Vasco Madeira Rodrigues.    (foto: revista Modelismo, texto de JMFreitas/RG)

 

 Curva da Salsicharia    por Carlos Gilbert

 

     GRD S-73 de Ernesto Neves na Curva da Salsicharia   (foto: poster Motor, colecção Francisco Vieira e Brito)

 

 

No verso do poster do GRD S-73 de Neves, vinha este texto descritivo do piloto e do carro: 

(Revista Motor, colecção Francisco Vieira e Brito)

 

O Piloto


Ernesto Neves é um campeoníssimo. Iniciado no automobilismo de
velocidade em 1966, tripulando um Morris Cooper S 1300 preparado
pela Broadspeed, Ernesto Neves imediatamente se revelou um
promissor piloto. Em 1967 Ernesto Neves é Campeão Nacional de
Velocidade, em Turismo e até 1972 conquista mais 8 título de Campeão
Nacional. O número de vitórias em corridas em pista e em rampas
atinge um número de muitas dezenas e o nome de Ernesto Neves
associado ao Team Palma, passa a ser favorito para todas as provas
onde toma parte. Nas suas esporádicas participações internacionais,
o popular Nené deu sempre a medida exacta do seu valor, merecendo
até de críticos internacionais as mais elogiosas referências.
Entretanto
e ainda antes do excelente piloto ter feito gala internacional de todos
os seus recursos, agora que dispunha de um carro competitivo, Nené
resolveu abandonar as competições, resolução que naturalmente
entristeceu
todos os adeptos do automobilismo nacional.



O Carro


GRD S-73/072, adquirido esta época pelo Team Palma, o carro
que Ernesto Neves tripulou em Vila Real é um dos mais competitivos
Sport
2 litros, de quantos participam em provas da categoria. O GRD S-73/072
está equipado com um motor BDA de 1997 c.c. preparado por Racing
Services, motor esse que produz cerca de 270 cavalos às 9.000 r.p.m.
O sistema de alimentação é de injecção da marca Lucas e
a caixa de velocidades é uma Hewland FG-400. Salientam-se ainda
os amortecedores Bilstein e os travões Girling, além dos pneus
Firestone, montados em jantes GRD.



O Sponsor


Este carros do Team Palma, o GRD S-72/072, está pintado com as
cores do Cartão Sottomayor, principal patrocinador. Ligado a uma
das principais instituições bancáris nacionais, o Cartão Sottomayor
entrou decididamente na vida moderna, com todas as vantagens que
lhe são inerentes. Para todas as pessoas que de alguma forma estão
relacionadas com o automobilismo desportivo, sujeitas a constantes
deslocações, vantagens do Cartão Sottomayor mostram-se
especialmente pertinentes. O outro patrocinados do GRD do Team
Palma é o «Motor». Actualmente com uma produção bi-semanal, o «Motor»
vem desde há longos anos acompanhando de perto todas as
actividades que se relacionam com os desportos motorizados quer
em Portugal, quer até no estrangeiro..
 

 

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Texto de Manuel Taboada.  Legendas de Ricardo Grilo, excepto quando assinalado em contrário